26/05/2017 - Evandro Superioridade esmagadora do FertiSystem em relação ao dosador de fertilizante convencional


Superioridade esmagadora do FertiSystem em relação ao dosador de fertilizante convencional

INTRODUÇÃO

A semeadura é muito importante para a determinação da produtividade de uma cultura, pois nessa operação é necessário se obter um estande adequado de plantas e uma correta reposição dos nutrientes, para a cultivar expressar o seu potencial produtivo.

Pesquisas demonstram que o coeficiente de variação da vazão linear de alguns dosadores convencionais que utilizam tecnologia de gravidade chega a 50%, ou seja, se o produtor estiver com sua semeadora regulada para distribuir 300 kg/ha, ela pode variar de 150 a 450 kg/ha, o que pode causar uma diferença significativa de fertilidade de uma lavoura.

O advento da agricultura de precisão demandou um mecanismo de distribuição de fertilizantes mais uniforme e preciso, então surgiu um novo modelo de dosador do tipo rosca sem-fim com tecnologia de transbordo desenvolvido pela Agromac, o dosador FertiSystem; o qual se mostrou uma boa alternativa para o uso neste tipo de aplicação.

A semeadoras dotadas de dosadores de fertilizante do tipo rosca sem-fim por sistema de gravidade possuem um problema chamado “pulso”, ou seja, a cada distância de deslocamento da máquina o dosador para de distribuir fertilizante de forma cíclica.

Ao regularmos a máquina para 200 kg/ha, com uma velocidade de deslocamento ao redor de apenas 2 km/h, o dosador por gravidade cessa a distribuição de fertilizante, recomeçando somente após 0,73 m. Num trajeto de 100 m, isso representa 15 m sem um grão de fertilizantes sequer. Ou seja, 15% da área não é adubada.

 

EXPERIMENTO

A equipe do IFRS Campus Sertão, realizou uma pesquisa a campo, avaliando os dois tipos de dosadores instalados numa mesma semeadora: convencional (tecnologia de gravidade) e o FertiSystem (tecnologia de transbordo).

Nas Figuras, podemos observar que na dose de 250 kg/ha, o dosador convencional proporciona uma redução brusca na dose a cada três metros. Nota-se também que a distribuição com o dosador convencional variou entre 0,3 a 3,7 g na distância percorrida. Já com o FertiSystem, não é perceptível pulso e falha de fertilizante no trajeto, sendo que as variações entre mínimo e máximo são bem menores do que com o dosador convencional.

Na dose de 440 kg/ha de fertilizantes, o número de pulsos do dosador convencional aumenta expressivamente, dado o aumento da velocidade da rosca sem-fim. Nessa dosagem houve picos onde o dosador convencional chegou a distribuir 1.461 kg/ha num ponto e 123 kg/ha em outro. No FertiSystem, a variação, no campo, foi imensamente menor: entre 597 kg/ha e 300kg/ha.

A distância em que há a presença ou não do fertilizante é outro fator interessante que também foi avaliado nesse estudo. A dose de 196 kg/ha distribuiu fertilizante em 4,3 m e cessou a distribuição durante 0,7 m (16%). Com 250 kg/ha, a proporção foi de 3,78 m para 0,9 m durante (23,8%). Já na dosagem de 380 kg/ha, o dosador convencional distribuiu fertilizantes durante 2,8 m e deixou de distribuir em 0,7 m (25%). Dessa forma, quanto maior a dosagem, maior foi a área sem a deposição de fertilizantes, com o dosador de fertilizantes convencional de tecnologia por gravidade. Já com o dosador FertiSystem, de tecnologia em transbordo, não foi identificada ausência de distribuição de fertilizantes ao longo do percurso.

No contexto da agricultura de precisão, portanto, o dosador FertiSystem seria a opção certa. Na agricultura de alta tecnologia, onde as cultivares apresentam cada vez mais alto potencial produtivo, a falha na distribuição poderá ocasionar redução significativa da produtividade em área total.

O dosador FertiSystem atua de encontro com as boas práticas de adubação, as quais pregam a manutenção da dosagem do fertilizante em distribuição constante na linha de semeadura da cultura para obter o máximo possível de rendimento por unidade de área; uma vez que o custo com a adubação da lavoura representa mais de 35% do investimento.

 

Informações retiradas do artigo:

David Peres da Rosa, Lucas Pagnussat, Jeferson Antônio Alflem, Felipe Pesine. Dose Certa. Revista Cultivar Máquinas, Abril 2013, ano XI, nº 128, ISSN 1676-0158, páginas 46 a 48.